A confirmação, pela Petrobras, da presença de petróleo no poço Morpho inaugura uma nova perspectiva para a economia do Amapá, com potencial de atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a cadeia de fornecedores. Diante desse cenário, o Sebrae no Amapá vem atuando de forma antecipada e estratégica para preparar as micro e pequenas empresas do estado para as oportunidades que deverão surgir com o avanço da exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial.

“O Amapá não esperou as oportunidades chegarem para começar a se preparar. Nosso trabalho antecipou esse movimento de fortalecer as empresas locais e criar as condições para que os pequenos negócios estejam aptos a fornecer, inovar e crescer dentro dessa nova cadeia econômica. A Margem Equatorial representa uma oportunidade histórica, mas queremos que esse novo ciclo econômico se transforme em desenvolvimento para o Amapá, com competitividade e inclusão dos nossos empreendedores”, destaca a superintendente do Sebrae no Amapá, Alcilene Cavalcante.

Estratégia
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A atuação no setor é coordenada pela Unidade de Petróleo, Gás e Energia (UPGE) e está estruturada em quatro frentes estratégicas: mobilizar, capacitar, adequar e conectar ao mercado. Essa estratégia tem como propósito fortalecer a competitividade dos pequenos negócios, ampliar sua capacidade de fornecimento e prepará-los para atender aos padrões, requisitos e oportunidades demandados pelas grandes empresas e pelos principais contratantes das cadeias de petróleo, gás e energia.
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Criada em maio de 2025, por iniciativa da Diretoria Executiva do Sebrae e do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, a estrutura da UPGE já nasceu com uma visão estratégica sobre as oportunidades do mercado de óleo e gás, reconhecendo o potencial da região e a capacidade dos negócios locais de participar desse desenvolvimento. A partir dessa perspectiva, a atuação foi ampliada para o setor de energia como um todo, considerando a vocação do Estado do Amapá, o potencial energético e as oportunidades de fornecimento e prestação de serviços às empresas do segmento. A criação de uma gerência dedicada ao tema intensifica esse posicionamento institucional, permitindo ao Sebrae estabelecer uma atuação mais próxima e estratégica junto às empresas, aos parceiros, às instituições e à governança do setor, além de promover a integração dos pequenos negócios às novas oportunidades de mercado.

Petróleo
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Para o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae (CDE), Josiel Alcolumbre, o desenvolvimento do Amapá é uma construção de todos. “A pauta do Petróleo faz parte de uma trajetória que acompanho há anos, sempre acreditando no potencial do Amapá e na capacidade do nosso estado de transformar suas riquezas em desenvolvimento, emprego, renda e oportunidades para a nossa gente”, disse o presidente, Josiel Alcolumbre.

Qualificação
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Entre janeiro e julho de 2026, o Sebrae Amapá consolidou uma agenda estratégica voltada ao desenvolvimento de fornecedores e alcançou diretamente 67 empresas e 77 pequenos negócios, além de mais de 400 pessoas em ações de sensibilização, capacitação e acesso a mercados.
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A programação incluiu seminários, oficinas empresariais, missões técnicas e rodada de negócios interestadual. As iniciativas abordaram temas como qualificação empresarial, inovação, logística, governança, sustentabilidade, acesso a mercados e desenvolvimento territorial.

O objetivo é criar uma base empresarial preparada para acompanhar a transformação econômica que poderá ocorrer com o avanço das atividades de petróleo e gás na Margem Equatorial.
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Conexão
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As empresas são preparadas para fornecer à cadeia de petróleo e gás. Um dos principais eixos de atuação do Sebrae no Amapá é aproximar as pequenas empresas das exigências de grandes contratantes, especialmente da Petrobras.
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Nesse processo, foram realizadas ações como o Seminário Kick Off Petronect e mentorias especializadas de acesso ao mercado, orientando empresários sobre requisitos de fornecimento e sobre o funcionamento do principal portal de compras do Sistema Petrobras.

O trabalho já apresenta resultados concretos: 14 empresas amapaenses obtiveram o Certificado de Registro e Classificação Cadastral (CRC) com apoio do Sebrae Amapá, e estão habilitadas a disputar oportunidades de fornecimento em 12 segmentos empresariais.
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Treinamento
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Paralelamente, 24 consultores e credenciados do Sebrae foram capacitados para oferecer atendimento técnico especializado às empresas interessadas. Oficinas também foram realizadas para aprimorar a apresentação comercial, o posicionamento competitivo e as estratégias de acesso a mercados.
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A proposta é reduzir a distância entre os pequenos negócios e os grandes contratantes, aumentando a capacidade das empresas locais de competir por contratos e integrar a cadeia produtiva.
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Polos
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O Amapá amplia conexões com polos nacionais. A estratégia do Sebrae Amapá ultrapassa as fronteiras estaduais. A instituição acompanha empresários amapaenses dos principais polos nacionais da indústria de petróleo e gás, cria oportunidades de negócios, parcerias e atração de investimentos.
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Imersão
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Entre as iniciativas está a Imersão Empresarial Rio-Amapá, que aproximou empresários do Rio de Janeiro do ambiente de negócios amapaense por meio de seminários, visitas técnicas e rodadas de relacionamento empresarial.
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Outro destaque foi a Imersão Empresarial do Polo Sebrae de Petróleo e Gás Onshore, que reuniu cerca de 40 empresários da Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Amazonas e Pará. A iniciativa ampliou a integração entre empresas de diferentes regiões e fortaleceu o posicionamento do Amapá no cenário nacional.
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OTC
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O Sebrae no Amapá também participou da OTC Rio e da OTC Houston, considerada o maior evento offshore do mundo, onde promoveu articulações com instituições como Petrobras, FGV Energia, BRATECC e FIRJAN.
Essas conexões ampliam a visibilidade do Amapá diante de investidores, empresas e instituições que integram a cadeia de petróleo e gás e contribuem para criar um ambiente mais favorável à inserção dos pequenos negócios.
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Governança
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A preparação para o novo ciclo econômico não se limita às empresas. O Sebrae Amapá também atua na construção de uma agenda de governança e desenvolvimento territorial que envolve poder público, setor produtivo, academia e instituições estratégicas.
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Um dos destaques foi a Mesa Redonda sobre a Exploração de Petróleo na Margem Equatorial, realizada em parceria com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu especialistas, lideranças e instituições para discutir formas de transformar o potencial da atividade petrolífera em desenvolvimento sustentável, inovação, fortalecimento das políticas públicas e melhoria da qualidade de vida da população.
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No Amazonas Oil, Gás & Energia, o Sebrae Amapá participou de articulações voltadas à qualificação empresarial, desenvolvimento de fornecedores, sustentabilidade e integração econômica da Região Norte.
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Para a superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante, a preparação precisa ocorrer de maneira integrada. “Estamos falando de uma transformação que vai muito além da chegada de uma nova atividade econômica. É preciso preparar empresas, profissionais, instituições de ensino, poder público e todo o ecossistema. O papel do Sebrae é justamente ajudar a construir essa ponte, para que o desenvolvimento da cadeia de petróleo e gás aconteça com participação efetiva das empresas amapaenses e gere valor para o território”, afirma.
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Formação
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A Formação de mão de obra entra na estratégia. Antecipando uma das principais demandas que poderão surgir com o crescimento do setor, o Sebrae Amapá promoveu o Café com Energia – Profissões e Oportunidades na Margem Equatorial.
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A iniciativa reuniu 16 instituições de ensino superior, educação profissional, formação técnica e idiomas do Amapá para discutir a preparação de mão de obra e a adequação da oferta educacional às futuras necessidades do mercado.
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A articulação busca aproximar o setor produtivo do ecossistema de formação profissional, para contribuir para que o estado disponha de trabalhadores qualificados e preparados para aproveitar as novas oportunidades.
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Memória
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A atuação do Sebrae Amapá antecede a confirmação da presença de petróleo no poço Morpho. Esse caráter antecipatório é considerado estratégico para que os pequenos negócios tenham tempo de compreender as exigências do setor, buscar certificações, aprimorar processos, desenvolver competências e estabelecer conexões comerciais.
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Com a confirmação do potencial petrolífero da costa amapaense, a agenda ganha ainda mais relevância. A expectativa é que o fortalecimento dos fornecedores locais contribua para ampliar a participação das micro e pequenas empresas no ciclo de investimentos que poderá acompanhar o desenvolvimento da atividade.
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“A nossa prioridade é fazer com que o pequeno negócio amapaense esteja no centro dessa transformação. Não queremos apenas falar sobre as oportunidades da Margem Equatorial; queremos preparar concretamente os empresários para aproveitá-las. Isso significa qualificação, certificação, inovação, acesso a mercado e conexão com quem efetivamente demanda esses produtos e serviços”, finaliza a superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante.
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