O Sebrae no Amapá realizou, em Santana e Laranjal do Jari, a entrega oficial dos Planos de Ação dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), iniciativa que reúne instituições, empresas e empreendedores para transformar os potenciais dos municípios em geração de renda, novos negócios e crescimento econômico sustentável. As programações ocorreram nos dias 13 e 14 de maio, nos Escritórios Regionais do Sebrae

A diretora técnica do Sebrae Amapá, Suelem Amoras, explicou que o encontro representou um momento importante de construção coletiva e de avaliação dos desafios e possibilidades dos municípios.

“Mais do que apresentar um plano, queremos que essa articulação conjunta resulte em ações concretas. Esse trabalho foi construído com a participação de quem vive a realidade, conhece as riquezas da região e entende sobre as dificuldades de cada localidade. Estamos criando juntos uma agenda de trabalho com metas, responsabilidades e compromisso integrado para inovar os territórios”, destacou.

Ecossistema
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O Ecossistema Local de Inovação (ELI) funciona como uma rede de colaboração entre poder público, instituições de ensino e pesquisa, empreendedores e organizações parceiras. A ideia é aproximar esses diferentes setores para que atuem juntos na criação de alternativas que contribuam para o surgimento de empreendimentos para o impulsionamento econômico. O trabalho integra o projeto Inovação Territorial no Amapá, do Sebrae.

Durante a programação, ocorreu a assinatura simbólica do Termo de Compromisso pela Inovação, formalizado por representantes de instituições públicas, privadas, entidades de apoio, empreendedorismo e educação dos territórios. O ato firmou a união dos participantes em torno das ações previstas nos planos.

De acordo com a gestora estadual do projeto, Mara Rida, a entrega oficial do plano marca o início de uma nova fase para as regiões, transformando o trabalho construído coletivamente desde 2024 por meio da metodologia ELI, em medidas a serem implementadas.

“Essa entrega reforça a nossa parceria com os atores locais que, com base em pesquisas e diagnósticos reais, desenharam ambientes mais conectados e inovadores. Agora estamos prontos para impulsionar novos modelos de negócios e transformar realidades”, afirmou.
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Santana
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O Plano de Ação de Santana apontou a bioeconomia e a tecnologia como os principais setores estratégicos para impulsionar o avanço do município. Na bioeconomia, o foco está no uso sustentável dos recursos amazônicos, com produtos da sociobiodiversidade, fitoterápicos, cosméticos naturais, manejo florestal sustentável, bioenergia e bioinsumos, além da valorização das cadeias produtivas locais.

No setor de tecnologia, o plano priorizou soluções digitais, com incentivo ao empreendedorismo tecnológico e ao conceito de cidades inteligentes, que utiliza tecnologia para modernizar e melhorar os serviços públicos e criar soluções inovadoras para os desafios do local . A proposta inclui análise de dados para apoiar a tomada de decisões e estímulo a startups e novos modelos de negócio.

Entre os diferenciais da região está o Porto de Santana, considerado estratégico para a economia da cidade por facilitar o transporte de mercadorias, movimentar o comércio e ampliar a conexão com outros mercados. O objetivo é transformar a riqueza natural do lugar em fonte de geração de renda aliada à conservação ambiental.
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Laranjal do Jari
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O Plano de Ação de Laranjal do Jari destacou a força do município na bioeconomia, no turismo e no uso sustentável da biodiversidade amazônica. Como porta de entrada do Vale do Jari, área estratégica entre o sul do Amapá e o Pará, a localização privilegiada impulsiona o comércio, os serviços e a circulação de mercadorias, integrando comunidades, empresas e mercados.

Para acelerar o desenvolvimento local, os atores do ecossistema validaram três setores a serem priorizados, agronegócio, focado em produção florestal, pesca, aquicultura, agricultura, pecuária e manejo de madeira; produção de alimentos, valorizando o potencial amazônico e a industrialização de derivados do açaí e da castanha-do-pará e o turismo, impulsionado pelas riquezas naturais e culturais da região, com destaque para a Cachoeira de Santo Antônio, trilhas, pesca esportiva e o turismo de base comunitária.

Programação
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A programação contou com a palestra “Impactos no Ecossistema de Inovação de Itajubá (Itajubá HardTech)”, ministrada nos dois municípios pela especialista em ecossistemas locais de inovação, Ana Cléo Souza. Com experiência em gestão estratégica, a palestrante atua na liderança de iniciativas que conectam setor produtivo, academia e governo para desenvolver ambientes de inovação.

Coordenação
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A ação foi coordenada pela gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Amapá, Josseli Pantoja; pela gestora do projeto Inovação Territorial no Amapá, Mara Rida; com apoio da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (UPPDT), por meio da coordenadora do Escritório Regional do Sebrae em Santana, Késsya Barros; e pelo coordenador do Escritório Regional do Sebrae em Laranjal do Jari, Heider Buna.
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