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Estreia do filme “A Escuridão Sorrateira” no Sebrae destaca força da economia criativa no Amapá

Produção amapaense, viabilizada pela Lei Paulo Gustavo, evidencia o audiovisual amazônida como vetor de desenvolvimento econômico e cultural
Por Isabel Ubaiara
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A primeira exibição pública do curta-metragem amapaense independente “A Escuridão Sorrateira” foi realizada na sexta-feira, 27 de fevereiro , na sede do Sebrae no Amapá, no Salão de Eventos Macapá, às 19h. Por meio do projeto Economia Criativa, a instituição apoia e valoriza o audiovisual amazônida, reconhecido como um setor estratégico para transformar talento, cultura e criatividade em negócios sustentáveis, com geração de emprego e renda.

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A superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante, destacou que, desde o ano passado, o projeto de Economia Criativa tem ampliado a atuação da instituição para além das formas tradicionais de empreendedorismo, evidenciando o potencial da cultura como motor de desenvolvimento econômico no estado, seja no cinema, na música, na dança ou em outras expressões artísticas.

“Quero deixar um parabéns especial aos produtores, artistas e a todos os envolvidos. Vocês são empreendedores da arte e demonstram que cultura também é gestão, inovação e desenvolvimento. Nosso papel é apoiar para que essa arte alcance novos espaços e se consolide como parte fundamental da economia, pois cada projeto cultural é um empreendimento que transforma realidades”, afirmou.

Para a secretária de Cultura do Estado do Amapá, Clícia Di Miceli, o fortalecimento do setor cultural no estado está alinhado a uma política pública federal que reconhece a diversidade brasileira e políticas como a Lei Paulo Gustavo, que viabilizou o curta-metragem e que permitem que o estado execute programas que geram empregos, impulsionam a economia criativa e valorizem a identidade amapaense.

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“Estamos ampliando a infraestrutura cultural e garantindo que artistas e produtores tenham meios para criar, apresentar e viver da cultura. É uma entrega concreta que consolida o Amapá como um território de produção cultural potente”, concluiu.

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Filme

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Inspirado no apagão que atingiu o Amapá em novembro de 2020, A Escuridão Sorrateira é um curta-metragem de suspense psicológico. Baseado em conto de Laura Martins e Dylan Cavalcante, o filme é dirigido por Kleber Wandel e produzido pela Ói Nóiz Akí, Central de Produção Colaborativa e Wändel Filmes. A narrativa acompanha a trajetória de Cecília, interpretada por Gabriela de Matoz, uma mulher em luto que, isolada e sem comunicação, enfrenta a perda e o caos em uma cidade paralisada pela falta de energia.

Emocionado com a primeira exibição pública da obra, realizada no Sebrae, o diretor ressaltou que o momento representa a concretização de um sonho construído ao longo de quase cinco anos. “É um sentimento profundo de gratidão. Foi um projeto que ficou muito tempo no papel e hoje, finalmente, ganhou vida”, afirmou.

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Kleber Wandel destacou os desafios de produzir cinema na Amazônia, um processo custoso, demorado e que exige persistência. Segundo ele, o apoio da Lei Paulo Gustavo foi fundamental para a realização do filme e do evento de estreia. “Sem esse incentivo, nada disso seria possível. Este momento é uma celebração não apenas do nosso trabalho, mas da força da cultura amazônica e da resistência de quem insiste em contar nossas histórias por meio do cinema”, explicou.

Incentivo

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Viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), por meio do Edital Latitude Zero – Audiovisual, com gestão da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá, o filme A Escuridão Sorrateira exemplifica o impacto das políticas públicas de fomento cultural no Amapá. Gerida pelo Ministério da Cultura, a lei prioriza o audiovisual, promove a descentralização dos recursos e reforça a cultura como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social.

Para a coordenadora do Escritório do Ministério da Cultura no Amapá, Rayane Penha, a exibição do curta-metragem representa a consolidação de iniciativas que promovem justiça cultural. “Territórios antes pouco explorados passam a receber investimentos e se tornam espaços de produção cultural. Isso é fruto do esforço coletivo e da dedicação de produtores e artistas, que transformam desafios em conquistas”, destacou.

Compartilhamento

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Após a sessão, o público participou de uma roda de conversa com realizadores e convidados, momento dedicado à troca de experiências, ao compartilhamento de processos criativos e à ampliação de conexões entre agentes do audiovisual.

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Coordenação

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O projeto Economia Criativa do Sebrae no Amapá é coordenado pelo gerente da Unidade de Mercado e Internacionalização (UMI), Rômulo Brasão e pela analista Larissa Queiroz.

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Serviço:

Sebrae no Amapá

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